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Conheça Fernando Haddad, o novo prefeito de São Paulo

Vindo do meio universitário e com passagens por secretarias e ministérios, o petista Fernando Haddad se elegeu prefeito de São Paulo na primeira eleição que disputou. Ele assume a prefeitura no dia primeiro de janeiro de 2013. Escolhido a dedo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer na capital paulista, Haddad superou adversidades e chegou à vitória apresentando-se como "o homem novo", capaz de colocar a cidade nos trilhos do desenvolvimento. Haddad venceu contrariando a sua falta de jeito, o
desconhecimento da população em relação à sua figura e os levantamentos dos institutos de pesquisa que o colocavam em desvantagem na corrida pela prefeitura. Leia mais notícias no R7 Eleições No segundo turno, a situação se inverteu. Beneficiado-se da alta rejeição que pesava sobre o adversário José Serra (PSDB) e sobre o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD), Haddad liderou a corrida até confirmar o resultado nas urnas. Se antes a luta era para fazer seu candidato se tornar conhecido, no segundo turno, o PT mudou de estratégia. Usando uma metáfora futebolística, tão comum na boca do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado estadual Simão Pedro, um dos coordenadores da campanha, explicou: — Só ficamos tocando a bola e esperando o jogo acabar. Nas três semanas que duraram o segundo turno, a ordem dentro do PT era evitar o clima de “já ganhou”, mesmo com todos concordando que seria muito difícil para Serra reverter o quadro que as pesquisas mostravam. Conforme o tempo passava, foi ficando mais difícil conter a euforia. Na plateia de um dos debates realizados, dirigentes da sigla falavam em alto e bom som: — Se não queremos subir no salto alto, então é preciso deixar o Zé Américo em casa. O vereador reeleito sempre foi um dos mais empolgados na campanha. Também recorrendo ao futebol para explicar a eleição, o deputado federal Paulo Teixeira explica qual era o sentimento no partido a poucos dias do pleito. — A sensação era aquela que você tem quando está num estádio, já passa dos 46 do segundo tempo e todo mundo fica gritando para o juiz acabar o jogo, que já estava decidido. E nada do homem apitar. Vencida a eleição, o PT já trabalha para compor o próximo governo e alguns nomes de possíveis secretários já circulam à boca pequena. Para a Secretaria de Habitação, o favorito é Simão Pedro. Na Saúde, disputam a vaga o vereador Carlos Neder (PT), que fica sem mandato no ano que vem, e Marianne Pinotti (PMDB), que foi vice na chapa de Gabriel Chalita (PMDB). O coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, é cotado para assumir a Secretaria de Governo. De volta Aos 49 anos de idade, a vitória na eleição significa um retorno de Haddad à prefeitura. Isso porque, durante a gestão de Marta Suplicy [2001-2004], ele assumiu a função de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município. Permaneceu no cargo até 2003, quando rumou para o Ministério do Planejamento para atuar como assessor especial. No ano seguinte, tornou-se secretário-executivo do Ministério da Educação. Assumiria como titular da pasta em 2005. Sua gestão ficou marcada principalmente pela criação do ProUni, programa que concede incentivos fiscais a universidades que em troca deem bolsas de estudos a estudantes carentes. Vida Haddad é o segundo de uma família de três filhos. Seu pai, imigrante Libanês, chegou ao Brasil em 1947 e foi trabalhar como comerciante de tecidos. O candidato ajudou o pai na loja até seus 20 e poucos anos, época em que se dividia entre o trabalho no comércio e os estudos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde ingressou em 1981. Nas arcadas, foi tesoureiro e depois presidente do Centro Acadêmico XI de agosto. Foi sua porta de entrada para a política institucional, que culminou com sua entrada no PT. Além do curso de direito, Haddad fez mestrado em economia e doutorado em filosofia, todos na USP. Em 1988, casou-se com a dentista Ana Estela, mãe de seus filhos Frederico e Ana Carolina. Antes de entrar no serviço público, atuou no ramo de incorporação e construção, foi analista de investimentos e consultor. Em 1997, aos 34 anos, é aprovado em concurso e torna-se professor do departamento de ciência política da USP. Ficou na universidade até ser convidado para ingressar na prefeitura. Haddad costuma dizer que planeja voltar a lecionar, só não sabe quando.

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